sábado, 21 de abril de 2012

PRÉFACIO DO LIVRO O FENÔMENO DO EMPREENDEDORISMO -

Empreendedorismo e Inovação: requisitos para criar riqueza no futuro Joaquim Borges Gouveia, Prof. Catedrático da Universidade de Aveiro Diretor do DEGEI, Departamento de Economia, Gestão e Engenharia Industrial da Universidade de Aveiro Nos próximos anos colocar-se-ão enormes desafios decorrentes da actual situação económica mundial, resultante dos processos de globalização cujas consequências ainda estão longe de se encontrarem analisadas e conhecidas. Neste conjunto de novas situações, cada um ver-se-á obrigado a definir um novo paradigma de competitividade, baseando-se num modelo assente na capacidade de conceptualizar, analisar e perspectivar o desenvolvimento de novos produtos, serviços ou negócios em vez da satisfação de encomendas de terceiros cujo racional passa sempre pela produção de grandes quantidades com custos muito esmagados. Esta alteração de paradigma implica uma maior capacidade científica e tecnológica dos recursos humanos nas empresas e do país, tornando o conhecimento num vector de competitividade absolutamente decisivo. Implica também a capacidade de desenvolver uma nova cultura empresarial, baseada na inovação, na competência, no empreendedorismo e no modelo em rede. Estas características têm de fazer parte dos sistemas nacionais de ensino, formação profissional e educação ao longo da vida. É absolutamente necessário promover o aparecimento de uma nova classe empresarial virada para negócios de base tecnológica e com uma crescente componente de informação e conhecimento de rápida aplicação aos negócios, seguindo o desenvolvimento sustentável. Nesta década, a competitividade dos países e das empresas tem assentado na informação, no conhecimento e na competência dos seus recursos humanos e por isso os factores de competitividade decisivos foram a inovação, a tecnologia e capacidade estratégica e de organização das pessoas e das empresas. A mobilidade e a autonomia de saber fazer e de fazer fazer serão decisivas para que o crescimento económico seja sustentável a longo prazo. E isto só é conseguido com cidadãos mais educados, mais cultos, com uma forte componente ética e responsabilidade social e claramente mais empreendedores. O modelo assente na concorrência foi progressivamente substituído por um modelo assente na cooperação e no partenariado com a procura da satisfação de novas oportunidades para criar novos produtos e serviços, de criar novas oportunidades de negócios e fazer crescer a actividade económica sem que a nossa classe empresarial tivesse a capacidade de alterar a sua postura e mudasse o paradigma de concorrência para uma postura de cooperação e de desenvolvimento de novos produtos e serviços com maior valor acrescentado. A evolução dos negócios e das actividades económicas na última década tem conduzido, cada vez mais, a uma procura de soluções globais para os produtos com uma incorporação de serviços, exigindo uma maior formação académica, científica e profissional dos trabalhadores. A competitividade e a inovação colocam às empresas do nosso país, um conjunto de desafios dos quais se destacam os seguintes: - uma cultura do saber científico e tecnológico; - um espírito empreendedor e de uma capacidade de inovação; - capacidade de auto-aprendizagem ao longo da vida, criando estímulos para a melhoria da produtividade individual e de grupo/equipa; - capacidade estratégica e de visão sobre novas oportunidades de negócios ou novas actividades; - capacidade de liderança, de organização por processos e de gestão por projectos A evolução dos negócios ao longo das últimas décadas tem implicado que novos conceitos e novas tecnologias sejam, utilizados sempre motivados pela crescente abertura dos mercados e internacionalização da economia, devido à globalização dos produtos e serviços, pela necessidade de criação de uma visão sistémica e integrada da empresa, uma crescente flexibilidade dos processos produtivos e por uma cada vez maior diversificação dos produtos e dos serviços. O desenvolvimento económico sustentado é sem qualquer sombra de dúvida, assente na capacidade de gestão da tecnologia e no domínio da utilização das novas tecnologias. É através da tecnologia que se induz inovação de forma sustentada, sendo o acesso à tecnologia e a capacidade de a gerir de uma forma eficaz e eficiente o que torna as empresas mais competitivas e com sucesso mais duradoiro. Mas a rotura de um sistema tecnológico permite a entrada de novas empresas concorrentes em mercados que até aí eram dominados por empresas que detinham o conhecimento das tecnologias maduras existentes no ciclo técnico-económico anterior. Aumenta a probabilidade de entrada no mercado de novos empreendedores. Os novos modelos de organização, planeamento, direcção, gestão, produção e operação das empresas, baseado em redes cada vez complexas, permite a focalização no cliente determinando a melhor relação preço/qualidade, ciclos de desenvolvimento de novos produtos e serviços mais curto, uma resposta rápida aos clientes e ainda a customização, personalização e diferenciação dos novos produtos e serviços das empresas que assentam o seu modelo de competitividade nos recursos humanos, na inovação e no empreendedorismo dos seus colaboradores.

sábado, 14 de abril de 2012

O FENÔMENO DO EMPREENDEDORISMO

O Fenômeno do Empreendedorismo recentemente publicado pela Editora Saraiva - http://www.saraivauni.com.br/Obra.aspx?isbn=9788502144460 é a mais recente publicação do Professor Emanuel Leite Você estaria pronto para desfrutar as inúmeras oportunidades surgidas com a revolução empreendedora que vem se alastrando pelo mundo? Nunca houve incentivos tão fortes nem tantas oportunidades de negócios, cursos de capacitação para os indivíduos que queriam criar seu próprio negócio, como atualmente. Nossa economia só terá a ganhar se um número maior de pessoas optar pelo empreendedorismo. Os empreendedores serão uma fonte de criação de empregos. O mundo precisa urgentemente de pessoas com espírito empreendedor. Na economia do futuro, velocidade, flexibilidade, inovação e empreendedorismo serão fatores mais decisivos do que nunca. Primeira obra que versa sobre empreendedorismo e enfoca realmente o que venha a ser o espírito empreendedor, este é um livro de consulta como um manual para iniciantes e uma fonte de inspiração para todos aqueles que desejam, de fato, entender o empreendedorismo, esse fenômeno que está transformando o mundo. Ideal para todos aqueles que querem ser empreendedores, aspiram ser donos de seu próprio negócio. Escrito fundamentado em longas pesquisas pelo Professor Doutor Emanuel Ferreira Leite, único mestre e doutor com concentração na área do empreendedorismo, no Brasil, professor universitário, pós-doutor em Inovação e Empreendedorismo pela Universidade de Aveiro (Portugal), doutor pela Universidade do Porto, Portugal, introdutor da disciplina de Formação de Empreendedores, nas principais universidades do Estado de Pernambuco Nos anos 80 do século XX, o Professor Emanuel Leite dirigiu a Autarquia de Ensino Superior de Garanhuns (AESGA). À frente da AESGA liderou o processo de reconhecimento do curso de Administração de Empresas da Faculdade de Ciências da Administração de Garanhuns (FAGA). "A concepção e objetivos que norteiam o curso é a formação de profissionais de administração capacitados para serem empreendedores em micro, pequenas e médias empresas", visando a permitir ao formado a criação de seu próprio emprego (trecho, adaptado, do parecer nº 391/87/ CESu, 2º Grupo, 06/05/87). No início dos anos 90 do século XX, foi um dos “idealizadores”, “formatadores” e coordenadores da 1ª Semana do Pequeno Empreendedor FCAP/UPE, Nos anos 90 juntamente com o Professor Doutor Luis Manoel Borges Gouveia introduziu a disciplina Inovação e Criação de Empresas na Universidade Fernando Pessoa, uma das primeiras experiências de ensino de empreendedorismo em Portugal Para elaborar este livro o Professor Leite contou com a colaboração do Professor Doutor Joaquim José Borges Gouveia, uma das maiores autoridades mundiais em empreendedorismo, doutor pela Universidade do Porto. O Fenômeno do Empreendedorismo – Criando Riquezas é: • Abrangente: cobre todos os tópicos relacionados com o desenvolvimento da capacidade empreendedora, tendo como meios básicos o pleno conhecimento do conceito de espírito empreendedor, comportamento empreendedor, caracterização do empreendedorismo, caracterização dos negócios, a compreensão do ambiente empresarial, da inovação e tecnologia, incubação de empresas de base tecnológica, via incubadora, os riscos do empreendedor, dos valores em que se baseiam a sociedade empreendedora, o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem do empreendedorismo, tendo em vista aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes fundamentais na formação do comportamento e valores empreendedores que levem a uma sólida capacitação em empreendedorismo e a criação da sua empresa. • Extremamente prático: fornece informações detalhadas sobre como detectar as oportunidades que surgem, no dia-a-dia do empreendedor. • Inclui numerosos exemplos de como o empreendedor pode ser bem-sucedido, na árdua tarefa de criar seu próprio negócio. Emanuel Leite foi o vencedor do prêmio Belmiro Siqueira – 2001 - modalidade livro concedido pelo Conselho Federal de Administração

sábado, 24 de dezembro de 2011

SEJA EMPREENDEDOR DENTRO DE SUA EMPRESA

Quando se fala em empreendedorismo, logo se associa à ação de criar uma empresa – o empreendedor como aquele que abre um negócio e precisa gerir sua firma e funcionários. Mas, ao conversar com o professor universitário Emanuel Leite, os conceitos sobre o tema passam por uma reformulação. Segundo ele, especialista no assunto, o empreender está mais ligado a ter um comportamento inovador do que ao fato de ser o responsável pela abertura de uma empresa. “A pergunta a ser feita é: qual o objetivo de se criar uma empresa? Se responder que é para ganhar dinheiro, o foco está errado. A resposta é para criar, manter e fidelizar uma clientela. Por isso que nem todo empresário é empreendedor. O empreendedorismo está ligado à inovação, mas não no sentido tecnológico, e sim comportamental. É preciso ser inovador”, afirma Emanuel Leite. E este espírito se leva para dentro de uma empresa, no exercício de colaborador mesmo. “Estes são os intraempreendedores, que não desejam sair da empresa na qual possuem contrato e querem contribuir”, explica. Para ser inovador, é preciso reunir espírito de liderança, capacidade de adaptação de ideias e constante atualização. “Para conseguir ser inovador, é necessário sair da zona de conforto, estar sempre inquieto em busca de novas ideias e, o principal, correr riscos calculados. Por isso, poucas pessoas mantêm este espírito, mas é isso que vai fazê-las se sobressair no ambiente profissional. Até porque a tendência para um futuro bem próximo, se bem que já existe no presente, é a extinção do emprego – do contrato com uma empresa – para a prevalência do trabalho – do exercício autônomo”, diz o professor universitário. Para quem deseja manter um espírito empreendedor, o professor Emanuel Leite enumera dez passos (ver quadro). “Todos podem e devem ser empreendedores. É preciso ser determinado porque o trabalho é contínuo e cultivar o que chamo de cinco ‘Ps’: paixão, paciência, prudência, perseverança e prática”. 10 PASSOS PARA UM ESPÍRITO EMPREENDEDOR 1 – Busca por oportunidades; 2 – Persistência; 3 – Correr riscos calculados; 4 – Exigência de qualidade; 5 – Comprometimento; 6 – Busca por informações; 7 – Estabelecimento de metas; 8 – Planejamento e monitoramento sistemático; 9 – Rede de contatos; 10 – Independência e autoconfiança. PARA SABER MAIS Livro - Empreendedorismo, Inovação e Incubação, de Emanuel Leite / - O Fenômeno do Empreendedorismo, de Emanuel Leite Site: http://emanueleite.blogspot.com/ Fonte: Folha de Pernambuco

domingo, 11 de dezembro de 2011

GOOGLE – A TRABALHAR COM ATIVOS DOS OUTROS

Ingenuidade e paixão é uma mistura potente. Combine essas duas características com poder e você tem uma força incrível, Capaz de provocar grandes mudanças para o bem ou mal. Todo empreendedor tem plena consciência que tem uma missão. Os criadores do Google afirmam que seu objetivo é mudar o mundo. “Ganhar dinheiro é apenas uma tecnologia para pagar isso”. Empreendedores brilhantes sempre estão no coração do sucesso de qualquer empresa. Questionam tudo acreditam sempre que a busca de oportunidades e iniciativa é a chave do desenvolvimento de qualquer negócio. Ao olharmos pelo retrovisor percebemos quantos empreendimentos sucumbiram quando o livro impresso substitui os pergaminhos, o telefone que destronou o telégrafo, o automóvel colocou fora de uso das carroças e os cavalos como meio de transportes, o avião que suplantou os navios, o computador superou as máquinas de escrever, os cheques de viagem perdendo terreno para os cartões internacionais. Todos esses produtos vencedores são frutos do conhecimento. O objetivo de qualquer negócio é criar, manter e fidelizar clientes para tanto os empreendedores precisam focalizar os clientes não apenas por idade, sexo, renda, profissão ou local onde moram, mas por preferências pessoais no que se referem a atividades de lazer, locais que gostam de visitar, preferências em produtos/serviços e notícias. É colocar-se – literalmente – no lugar dos clientes que vão usar seu produto ou serviço. Só assim é possível desenvolver aquilo que realmente interessa ao cliente e não à própria empresa. Os empreendedores acreditam que estão modelando um mundo novo e melhor ao usarem com responsabilidade o marketing e a inovação. Não querem fazer nada errado e nem causar prejuízo ao mundo ou às pessoas, mas sabem que é preciso inovar cada vez mais e isso nem sempre deixa todo mundo contente. Investido dessa convicção, os empreendedores têm de fato deixados muitos concorrentes para trás. A revolução da inovação é “um tsunami que, quando você está no oceano, não passa de uma onda grande quando atinge a costa é maior. Imensamente maior”. A inovação avança rapidamente e será amigável com as entrincheiradas empresas míopes. No final do século passado era incipiente a internet, DVSs, televisão por satélite, celulares, máquinas fotográficas digitais. iPods, Play Satsion ou blogs. A informação e o entretenimento foram rapidamente democratizados à medida que a inovação deu poder aos consumidores não apenas para garimpar qualquer notícia a partir de um motor de busca, mas para copiar e compartilhar essa informação. O exemplo da é elucidativo o Google começou como uma empresa de tecnologia e evoluíram para uma empresa de mídia, publicidade, e software, todas em uma só. Fornecer informação para as massas é a sua missão. O Google é uma feliz junção de cientistas e artistas que são vidrados em inovar, subverter a ordem normal de fazer as coisas. É a materialização do espírito empreendedor, da utopia dos que sonham com um mundo novo que leve a uma mudança transformadora fruto de uma cultura baseada e focada no cliente, pois as duas funções fundamentais de qualquer negócio são o marketing e a inovação. Que desafio atormenta um empreendedor como o Bill Gates? Ele teme de alguém em uma garagem esteja a criar algo totalmente novo. Ele não tem a mínima idéia de onde pode estar localizada a garagem – nem mesmo em qual país – e não poderá adivinhar a natureza dessa nova tecnologia. Sabe apenas que a inovação é, em geral, o inimigo das empresas estabelecidas. Empreender é afastar-se de sonhos teóricos e ter a noção de como as coisas funcionam na prática e como são os usuários. Esse é o paradoxo dos tecnólogos: com freqüência, adicionar funcionalidade implica aumentar a complexidade. Podemos substituir o sistema, mas podemos substituir o usuário. Faz-se necessário ter uma visão clara do negócio. Um ponto de vista focado no consumidor. É preciso desenvolver o espírito empreendedor nos indivíduos. O empreendedor precisa convencer os seus clientes a entender o seu modelo de negócio, as coisas não acontecem facilmente, mas na verdade é que basta fazer isso para que as pessoas se aproximem e percebam que estão apegadas a hábitos antigos que não são tão bons assim como é a nova proposta. O empreendedor sabe perfeitamente o que o seu cliente quer. O Google ao copiar pedaços e pegando do conteúdo de reportagens e conteúdo de livros e postando como se fosse dele estar a trabalhar com os ativos dos outros. Sem pagar nada. E o melhor negócio do mundo. Aprender com os erros é uma das maiores características do empreendedor, pois quando comete uma falha é um sinal de que estava a trabalhar com agilidade e fazendo muitas coisas. Ele tem a consciência que não pode é deslizar por estar a trabalhar com lentidão e perda de oportunidades Nos dias de hoje é as empresas micro, pequenas ágeis e com uma visão e missão específica podem dar certo. As grandes empresas é que estão passando por maus bocados. Elas são muito impacientes porque não conseguem explicar aos acionistas públicos como vão conseguir um retorno rápido ao investir em start-ups. Grandes empresas não inovam; elas funcionam. As estrelas desse século serão os empreendedores. “Muitas vezes errados, nunca em dúvida” São pessoas interessantes que desenvolvem trabalhos incríveis, tudo na internet. Trata-se de um novo mundo, com uma nova mídia e um novo comportamento do usuário. Para conquistar esse público, é preciso entender a maneira como eles reagem. Os usuários não apenas acessam, recebem informações ou se divertindo. Ele estar interagindo – a palavra interagir como uma nova métrica, ao contrário de ficar assistindo. Podemos denominar isso de estado ativo, em oposição ao estado passivo Esse público se interessa por diferentes formas de contar uma história. O sucesso que qualquer negócio na internet tem permitir que o usuário seja capaz de acessar o conteúdo em qualquer dispositivo, aprender procurando por informações na internet, jogar videogames, conectar-se a redes sociais e de mensagens instantâneas, fazer micro transações envolvendo dinheiro na internet e criar conteúdo gerado pelo próprio usuário. “Conteúdo é como o consumidor escolhe passar o seu tempo”. Uma vez que você alcança certo tamanho, precisa descobrir novas maneiras de crescer, então começa a investir em outras linhas de negócios. E quando você faz isso, meio que desperta aqueles que estão sendo incômodos que passam a tentar barrar a sua entrada nesses novos negócios. É difícil ter uma visão mais ampla quando se está muito focado. Quando uma empresa cresce rapidamente. Seu ambiente se altera bastante. As prioridades passam a depender do que cai bem internamente, e, aos poucos. O empreendedor se afasta dos clientes. Crescer demais e perder o foco deve ser de longe a maior preocupação. O objetivo de qualquer negócio é satisfação do cliente. É preciso ter uma visão coesa e focada sobre a empresa. Não se pode correr o risco de querer fazer tudo e ser tudo, para todo o mundo. É preciso preocupar-se com a simplicidade. Empreender é viver a fantástica, porém dolorosa experiência de fracassar e dar a volta por cima. A sabedoria do fracasso proporciona um enriquecedor aprendizado. O Google montou seu modelo de negócio trabalhando com o conteúdo dos outros a um custo zero. É a única empresa que sua matéria prima é os ativos dos outros. O mundo dos negócios vem mudando muito rapidamente. Os serviços de mídia que não existiam há uma geração, tais como celular, banda larga, TV digital, TV por satélite e iTunes, entre outro O público que era fiel à televisão aberta mudou para TV a cabo, para o vídeo sob demanda, para os DVSs, para o YouTube, para Facebook, etc. A informação precisa ser livre. As empresas podem ser divididas em duas grandes categorias: as poucas que criam ondas e as muitas que aproveitam para embarcar na onda – ou se afogam. As empresas de elite que criam as ondas são raras, os surfistas são comuns. Uma empresa pode ser bem-sucedida, como a Cisco, a Dell, a Oracle, embora isso não altere fundamentalmente o comportamento do consumidor ou das outras empresas. A proposta da Dell de produzir computadores com a maior eficiência possível era original, não revolucionária; afina, ela mudou o mundo como os consumidores se comportam. Steve Jobs e a Apple são criadores de ondas. Já Dell tentou surfar nas ondas. A onda da Apple começou com o Apple II, que lançou a era do PC em 1997. Em 1984 veio o Macintosh, com sua inovadora interface gráfica, Depois, surgiu o estúdio Pixar, que transformou o cinema de animação, e, por fim, o iPod, o iTunes e iPhone. É seguro dizer que a Intel e a HP criaram ondas, bem como a Amazon. Existem aqueles que dizem que a Microsoft não se qualifica porque ela surfou as ondas que os outros inventaram, mas é inegável que o sucesso que ela há três décadas mudou a computação. É muito cedo para saber se o Facebook, o YouTube, o Twitter ou a Wikipédia vão ter impacto duradouro. O Google é criador de ondas. Ele eliminou as barreiras para encontrar a informação e o conhecimento. A onda Google quebrou em cima de indústrias inteiras: de publicidade, jornalismo, edição de livros, telefonia, cinema, software e fabricantes de equipamentos. Seu poder é medido pelas empresas que a temem e pelo público que a adora. “A atual geração de empreendedores vem crescendo no mundo on-lne, acreditando que tudo o que digital é grátis. Podemos pensar na internet como uma máquina copiadora que produz informações gratuitas? Como um empreendedor faz para ganhar dinheiro vendendo cópias gratuitas? Quando a cópias são gratuitas, o empreendedor precisa vender coisas que não podem ser copiadas. A primeira delas é a confiança, que não é duplicável. Confiança precisa ser conquistada ao longo do tempo”. O empreendedor digital acredita que a internet pode transformar vidas, sociedades e economias positivamente tendo sempre em mente a responsabilidade social corporativa. Sempre a experimentar, correr riscos e inovar tendo como pano de fundo uma visão de negócio onde social esteja presente. Em 1989 não existia a internet e a IBM era a número um do negócio de informática. O objetivo das empresas do ramo era tentar superar a IBM. Passaram-se décadas a televisão virou um dinossauro. Assistimos o surgimento e desaparecimento de empresas. A Netscape é um exemplo. As ondas de destruição criativa renovam rapidamente o tecido econômico. Muitos empreendedores ao ver o Youtube se perguntam como não previ o Youtube? E a CNN? A ESPN? Como é possível que a IBM tenha cedido o sistema operacional desenvolvido para Microsoft que qualquer PC utilizar? O mundo está a caminhar rumo às vendas diretas – sem intermediários, sem lojas? A internet democratiza o conhecimento – empreendedorismo + conhecimento = criação de riquezas – permitindo a todo o acesso às lojas virtuais, jornais, revistas ou livros de qualquer parte do mundo.

domingo, 23 de outubro de 2011

EMPREENDEDOR X EMPRESÁRIO

O ponto em que o empreendedor se diferencia do é que o empreendedor é o pioneiro ou o criador de empresa; aquele que tem o mérito de iniciar um empreendimento empresarial, de lançar-se ao mercado com o objetivo de explorar novas oportunidades de negócios. O empreendedor e o empresário são duas figuras que se completam e se diferenciam das demais pelo fato de terem optado por um tipo de atividade com valores bem determinados, no caso dos negócios. O empresário "cresce" mais do que o empreendedor, o pioneiro, o criador da empresa. Começa aqui a surgir o empresário, iniciando, ou continuando a sua trajetória, distanciando-se do empreendedor pelo fato deste continuar insistindo em permanecer agarrado ao pequeno negócio ou mesmo em não querer desenvolver-se como pessoa ou como homem de negócios. O empreendedor é um homem de muita iniciativa, dotado de uma personalidade agressiva, um eterno farejador de oportunidades, sobretudo, aquelas ligadas ao seu interesse e motivações. Um dos fatores de sucesso do empreendedor é lançar-se naquilo que ele gosta de fazer. O empreendedor é um criador de negócios e muito trabalhador, não só porque faz aquilo que gosta, mas também, porque a quase totalidade dos seus empreendimentos gira em torno dele. Ele faz e gosta de fazer tudo sozinho. O seu sentimento de propriedade é muito acentuado. A empresa é a sua própria pessoa. Geralmente, é um indivíduo com muitas idéias, adora o risco e, normalmente, é possuidor de capacidade de iniciativa para se lançar em novos negócios, assumir riscos, costuma encantar este tipo de pessoas, apesar de muitos empreendedores se limitarem a tocar seus pequenos negócios, que estão dando certo. Há uma complexidade de fatores responsáveis pelo surgimento de empreendedores e criadores de empresas. O envolvimento dos empreendedores com a empresa é tão grande que se torna difícil - e até impossível dissociar os "objetivos" da empresa dos pessoais, e a complexidade de motivação para os negócios aumenta de tal forma que fica difícil saber quais as verdadeiras razões pelas quais um indivíduo, ou grupo de indivíduos, criou um negócio. Esta complexidade aumenta quando as razões de existência do negócio se alojam, muitas vezes, nas profundezas do inconsciente do empreendedor. O empreendedor (pioneiro, criador de novos negócios) começa a ter o seu papel sufocado quando sua obra empresarial (empresa ou grupo de empresas) cresce acima de suas possibilidades e ele não teve a iniciativa ou condições de dotar seus empreendimentos de uma estrutura organizacional e gerencial de ter o seu talento criativo e de realização ampliado e, acima de tudo, de ver sua obra consolidada e bem sucedida ao longo de sua vida, principalmente depois de sua morte. O empresário é, também, um criador de empresas, apesar disso, é mais raro o empreendedor ser um empresário. A não ser quando ele, o empreendedor, consegue romper suas limitações de meio fazedor de negócios; o empresário tem, portanto característica de pioneiro, de empreendedor, apesar de haveres bem-sucedidos empresários que não criaram empresas, residindo seus méritos em administrar com competência a obra herdada por seus antepassados. O empresário, entretanto tem outras características, usualmente não existentes no proprietário-empreendedor. Uma delas é que ele (o empresário) "cresce" tanto no plano individual (como pessoa, como indivíduo, como ser humano), quanto no empresarial, cumprindo obrigações ao nível de nobre missão empresarial, investindo e realizando projetos, criando riqueza, dando empregos, contribuindo para o desenvolvimento do país no qual ele opera e lucra. Assim, o empresário situa-se num plano superior ao do empreendedor, devido ao seu corre-corre no dia-a-dia, tem dificuldade de evoluir, desenvolver as tarefas mais relevantes, apesar de não ser a rotina de empresa a causa principal de sua não evolução. O indivíduo torna-se empresário quando consegue superar hábitos de empreendedor, de meio criador e tocador de novos negócios e passa a se envolver com tarefas de grande magnitude, mais ligadas à sociedade global. Diga-se de passagem: o ambiente externo é o verdadeiro local de trabalho de empresário. Quanto mais fica desligado da operação da empresa, mais ele justifica seu papel de empresário. A operação é de responsabilidade dos executivos. O fato de a empresa ser conduzida pelo empreendedor ou pelo empresário tem marcantes reflexos na forma de geri-las. Quanto mais o empreendedor não evolui para a categoria de empresário, ou seja, continua encolhido na sua condição de empreendedor, ele tem uma tendência de querer que seus executivos trabalhem mais para "ele" do que para a empresa. No entanto, à medida que vai evoluindo para a condição de empresário, a organização vai-se estruturando e tornando-se mais impessoal. Assim, os executivos trabalham mais para a empresa do que o "dono" da empresa. À medida que a empresa se vai profissionalizando, libertando-se da presença do "dono" (como acontece, de forma acintosa, nas empresas familiares). Um empreendedor é sempre um empresário em potencial ele possui características que o situam como um dos principais agentes do sistema econômico que valoriza a iniciativa privada. Um empreendedor é aquele indivíduo que assume um papel ativo do agente econômico. Toma a iniciativa, assume risco e dá partida no seu projeto: o empreendimento. Um empreendedor é igualmente, um indivíduo que trabalha bem acima de média e se gratifica muito com os resultados positivos, sejam materiais ou subjetivos, de sua obra. Poderia ser comparado a um artista plástico ou a um compositor que, possuindo condições especiais de ordem psicológica ou até genética e com senso de oportunidade acima da média, se move na direção de preencher ou de criar novas oportunidades. Um empresário é um empreendedor em outra escala e com diferentes desafios e perspectivas. Eu diria que todo empresário é, necessariamente um empreendedor, mas nem todo empreendedor é, necessariamente um empresário. Vejam o motivo: um empresário possuir as características fundamentais do empreendedor e, além disso, uma visão mais ampla de suas responsabilidades sociais. Ele se diferencia também do empreendedor na sua forma de administrar um negócio. A um empreendedor é permitido um maior espaço para improvisar e administrar de maneira não ortodoxa. Um empresário, por outro lado, precisa ter uma visão mais ampla, no espaço e no tempo. No espaço, atendendo às suas obrigações para com a sociedade em geral e para com o país. Necessita olhar o seu empreendimento (a empresa) como uma instituição que transcende necessariamente a sua própria figura e se insere num contexto de permanente contribuição para a riqueza de seus funcionários, seus acionistas e o próprio país. Existe uma diferença entre empreendedor e empresário. A atitude do empreendedor no ato pioneiro, quase intuitivo, de lançar-se a algum empreendimento nem sempre significa que ele tenha as características exigidas hoje, do moderno empresário, pois se resumem numa extraordinária capacidade de tratar, de levar ao mercado um produto de qualidade e custos satisfatórios. Então, nem todo empreendedor tem, necessariamente, características de empresário. Mas, o empresário, para ter sucesso, precisa de uma cota de empreendedor para garantir a sobrevivência plena de sua empresa. "A diferença entre o empreendedor e o empresário, é que o empreendedor, como a própria palavra o diz, é aquele que empreende alguma coisa, que inicia e tem, inclusive, essa ambição de empreender muito mais como o administrador de alguma coisa que existe de uma empresa. Quer dizer: ele é muito mais um administrador no sentido de manter a vida de um ou mais empreendimentos de forma permanente. É aquele capaz de montar uma estrutura dentro de um planejamento ou de uma empresa e a transforma numa coisa permanente. O empreendedor pode ser aquele que faz o projeto, e, terminado, já não tem as mesmas condições de administrar aquele empreendimento: enquanto o empresário, como a palavra o diz, é um homem que, no fundo, administra, gerencia uma empresa e faz com que ela progrida. Essa é a diferença básica entre o empreendedor e o empresário. E quando você pede para estabelecer as fronteiras de atuação, podemos dizer exatamente isto: o que faz o negócio novo, o que se dedica a construir, a realizar alguma coisa, seja uma máquina, um produto, uma invenção, ou outro tipo de projeto que ele empreende. Mas o empresário é aquele que chega após o empreendimento existir, administra e faz com que esse empreendimento prospere. "O empresário é alguém que zela mais pela instituição do que pelo objetivo do trabalho: tem a visão da continuidade da sua obra, que estará viva além de sua própria vida física, que qualquer coisa que se plante; dela se colherá algo. Mas não necessariamente sob a forma de lucros, de resultados reais ou mesmo em tempo curto, visível e determinado. O empreendedor é aquele que vive cada momento o objetivo prático de sua ação. E consegue equacionar os problemas de modo correto que os resultados apareçam com data visível, números claros e perfeitamente definidos. As fronteiras de atuação de cada um deles são nítidas, porque, na realidade, as empresas deveriam ter ambos os modelos. Um empresário puro seria o poeta do empresariado, um indivíduo que não busca resultados imediatos; não os tendo, interrompe a obra de formulação de sua empresa. E um empreendedor dificilmente sobrevive aos debates da adversidade, quando ocorrem. "Alguns indivíduos desejam gerenciar seus negócios e estão preparados para arriscar seu próprio capital, iniciando um empreendimento, tornando-se responsável pela geração de empregos para outros indivíduos. Eles podem gerenciar pequenas lojas, restaurantes, ou estabelecer-se com grandes fábricas. “Muitos homens empregados em organizações com pouca ou quase nenhuma - chance de promoção - consideram montar, iniciar seus próprios negócios, como o próximo e decisivo passo de suas vidas”. É possível fazer uma diferenciação clara entre o indivíduo que é chamado de empresário e outro que é denominado de empreendedor (entrepreneur). Uma pessoa pode ser empresário sem ser um empreendedor e vice-versa, é o que nos ensina o Peter F. Drucker - DRUCKER diz que: a) O empreendedor não é um capitalista, embora precise de capital; b) O empreendedor não é um investidor, todavia assume riscos; e c) O empreendedor não é um empregado, contudo possa ser, e freqüentemente o é, um empregado - ou alguém que trabalha sozinho e exclusivamente para si mesmo. Empreendedor para Drucker é alguém que cria algo novo, algo diferente, que modifica ou transforma valores. Ele está sempre buscando a mudança, reage a ela e a explora como sendo uma oportunidade. Os empreendedores inovam. A inovação é o instrumento específico do espírito empreendedor. O empreendedor, por definição, transfere recursos de áreas de baixa produtividade e rendimento para áreas de produtividade e rendimento mais elevados. De acordo com o raciocínio de Drucker, o fato de alguém abrir uma nova empresa não faz dessa pessoa necessariamente um empreendedor. Ela poderá estar iniciando um negócio igual a tantos outros já existentes no mercado.

domingo, 4 de setembro de 2011

AS REALIDADES DO EMPREENDEDOR

Numa empresa, o empreendedor deve encarar quatro realidades principais sobre as quais não tem essencialmente nenhum controle: 1. Seu tempo, na aparência, a pertence a um grande número de pessoas. Praticamente todo mundo pode, pessoalmente ou por telefone, intrometer-se no tempo de que um empreendedor dispõe. Na verdade, os empreendedores podem ser definidos como pessoas que, normalmente não dispõem de tempo para si próprias; 2. Os empreendedores são obrigados a se manterem em atividade, a não ser que façam algo de positivo para alterar a realidade em que vivem e trabalham. Se o empreendedor deixar os acontecimentos determinarem o que ele deve fazer, qual trabalho executar ou o que levar a sério, estará longe de atual eficazmente. Pode tratar-se de uma excelente pessoa, mas estará seguramente desperdiçando seus conhecimentos e capacidade, e jogando fora a eficácia que poderia conseguir. O empreendedor precisa é de critério, que lhe permitirá trabalhar no que é verdadeiramente importante, isto é, em contribuições e resultados. 3. O empreendedor pertence a uma organização e isso significa que ele só e eficaz se e quando outra puder servir-se de sua contribuição. 4. Os empreendedores são parte de uma organização. Cada um deles em sua organização vê essa entidade como uma realidade próxima e imediata. Muitas das vezes ele não sabe o que se passa fora dela, a não ser em segunda mão. Neste intervalo, o que acontece em seu interior pode ser resumido em esforço e custo. A organização é um artifício social, um órgão da sociedade, e se justifica pela contribuição que presta ao mundo exterior. Quanto maior e bem-sucedida for uma organização, tanto mais os acontecimentos internos, tantos mais os acontecimentos internos tendem a engajar o interesses, as energias e a capacidade do empreendedor. Um risco, especialmente nesta era de tecnologia da informática, é excluir os acontecimentos externos do interesses dos empreendedores. Deve-se lembrar que o computador só utiliza dados quantitativos - e só pode quantificar o que se passa dentro da organização. Já os acontecimentos externos raramente são disponíveis em forma quantitativa, e sim qualitativa. E quem pode selecioná-los é o empreendedor. A eficácia empreendedora não é igual à eficácia comum dos empregados. Não sendo eficácia empreendedora uma aptidão ela é um hábito a ser adquirido. Quais são as práticas que levam à aquisição deste hábito? A resposta a essa pergunta: cinco são os princípios gerais da eficácia: a) Saber onde gastar o próprio tempo; b) Concentrar esforços em resultados mais do que em trabalho; c) Basear-se nas qualidades pessoais mais fortes; d) Concentra-se nas tarefas-chave; e) Tomar decisões efetivas.

domingo, 28 de agosto de 2011

FOCALIZANDO AS OPORTUNIDADES


Para tornar eficaz seu negócio, o empreendedor dispõe de três métodos bem experimentados e comprovados:
1. Pode começar com um modelo do “negócio ideal”, que produziria resultados máximos em conseqüência dos mercados e conhecimentos disponíveis - ou pelo menos aqueles resultados que, em longo prazo, ofereçam maiores possibilidades de êxito.
2. Pode tentar maximizar as oportunidades, focalizando os recursos disponíveis nas possibilidades mais atraentes e dedicar-se a elas obter os melhores resultados.
3. Pode maximizar os recursos para que sejam encontradas - ou criadas - aquelas oportunidades que lhes forneçam o maior o impacto possível.
Na busca de novas oportunidades toda empresa deve estar aberta para o futuro. Sabem-se duas coisas sobre o futuro: que não pode ser conhecido e que será diferente de hoje. Analisar o futuro significa estudar os eventos significativos de hoje quanto ao seu impacto no amanhã.
Os grandes eventos têm sempre um espaço de tempo entre si e seu impacto, nas pessoas e nas idéias. Duas fontes importantes de investigação são, sem dúvida, a população (as maiores mudanças de mercado foram criadas pelas mudanças de população) e o tempo de lazer que leva à procura de novos bens e conhecimentos.
O empreendedor pode-se pergunta:
a) Aconteceu alguma coisa que poderá estabelecer uma nova realidade para a indústria, o país, o mercado?
b) Está acontecendo alguma coisa na estrutura de uma indústria que indica uma mudança maior?
c) Quais são nossas suposições básicas sobre a sociedade e a economia, o mercado e o consumidor, o conhecimento e a tecnologia?
d) Elas ainda são válidas?
Aqui temos uma contribuição acerca das questões mercadológicas ao empreendedor, onde autor basicamente terce comentários sobre a maximização de oportunidades do que na solução de problemas.
Texto está mais voltado para as perspectivas do futuro. O futuro não será feito amanhã. Está sendo construindo hoje em grande parte decisões e ações tomadas com respeito às tarefas de hoje.

Focalizando, tão perto como nunca foi à oportunidade, afirmando, que suas proposições podem ser vistas sobre outra ótica - a da capacidade dos empreendedores, traduzida na eficácia da gestão de seus empreendimentos.
Oferecem-se ao empreendedor conceitos muitos práticos e operacionais, os quais, ao mesmo tempo estão em perfeito acordo com a filosofia da administração
Observa-se que é comum encontrarem-se empreendedores, de boa inteligência, sólidos conhecimento do ramo de negócio no qual deseja empreender, pessoas brilhantes e imaginativas.
No entanto poucos desses empreendedores são eficazes. Confundem-se inteligência e eficácia, quando se conhece muito empreendedor com a primeira qualidade e sem a segunda.
O mesmo se pode dizer das outras qualidades acima apontadas. São muitos os empreendedores bem dotados de conhecimentos técnicos do negócio, mas ineficazes na condução da parte gerencial do empreendimento
Pode-se constatar, com base nessas reflexões "o que os empreendedores eficazes fazem que nós não façamos, e o que eles não fazem que nós tendamos a fazer".
O objetivo desse texto gira em torno da idéia central que é a eficácia é um hábito, não uma qualidade herdada naturalmente. A eficácia pode ser aprendida.
O que se exige de um trabalhador subalterno é que faça bem o que deve fazer, enquanto o empreendedor deve fazer certas as coisas certas.
Grande parte da eficácia não é representada pelo próprio desempenho dos atos, pela escolha do alvo certo onde concentrar suas energias.
Nada mais triste do que observar um departamento de pesquisa e desenvolvimento inteiro desperdiçar seu talento num projeto errado.
Outro aspecto da eficácia é olhar para fora da empresa: "Todo o empreendedor, seja sua organização uma empresa comercial, industrial ou de serviços, vê o interior - a organização - como a realidade próxima e imediata,
Ele vê o exterior somente através de lentes espessas e destorcidas. O que acontece fora não é nem mesmo conhecido em primeira mão. É recebido por um filtro de relatórios, isto, numa forma pré-digerida e altamente abstrata que impõe critérios organizacionais de relevância à realidade externa".
Como se sabe, "não há resultados dentro da organização. Todos os resultados estão fora. Os únicos resultados do negócio são produzidos por um consumidor que converte os custos e esforços do negócio em dividendos e lucros".
A grande questão é que os eventos externos importantes e relevantes são freqüentemente qualitativos e não são passíveis de serem quantificados. E muitos de nossos empreendedores estão cada vez mais dominados pelo ópio intelectual da estatística a ponto de não serem capazes de enxergar nada além das tendências estatisticamente demonstradas. Os verdadeiros eventos externos não são tendências, são mudanças nas tendências. Algumas decisões que dependem da estatística são tardias.