sábado, 1 de agosto de 2009

Inovação Instrumento do Empreendedorismo

Inovar é um fenômeno sutil e complexo. Em análise contínua ela é espontânea ou provocada? Como chega aos mercados de produtos e serviços? Como se converte em uma força criadora de valor econômico? Um dos primeiros economistas do século 20 a estudar a inovação foi Joseph Schumpeter, para quem as inovações e as mudanças tecnológicas são produtos do empreendedorismo.
A inovação floresce em ambiente nos quais o empreendedor dissemina entre os seus colaboradores a reconhecer o poder das equipes pequenas, esquecer a presença de hierarquias e os títulos, adotar uma visão de longo prazo, ache tempo para a comunicação pessoal, ser um líder na prática (capacidade de iniciativa) e celebrar o fracasso.
Ao lado das dificuldades iniciais enfrentadas por qualquer pessoa que decide explorar a oportunidade de um negócio próprio, há desafios que são fonte permanente de preocupações para as novas empresas. Peter Drucler nos ensina que se funciona está obsoleto. O empreendedor está sempre buscando a inovação para evitar a obsolescência de seu próprio produto/serviço. "Se a mudança está ocorrendo fora da empresa mais rápido do que dentro dela, o fim está próximo".
Na economia baseada no conhecimento, a nova moeda é o aprendizado. Se a empreendedora quer montar uma empresa que possa sobreviver à sua primeira boa idéia tem que criar uma cultura que valorize o aprendizado. Manter a sede de conhecimento e (des)aprender continuamente
Na sociedade empreendedora temos plena consciência de que:
a) nascidos para empreender: todos os seres humanos nascem com uma vontade inata para o empreendedorismo, um enorme desejo e curiosidade e uma capacidade de empreender toda a vida. O empreendedorismo deve ser cultivado por todos os conjuntos de pessoas. O problema é o desajustamento entre aquilo que em que uma pessoa gostaria de empreender e o que o mercado deseja;
b) empreender é ato social: a melhor forma de empreendedorismo é que implica interação constante entre o empreendedor e o seu público-alvo. Empreender é um eminentemente um ato de socialização, criação de riquezas e sua distribuição democrática, não é uma postura individualista, mais uma ação coletiva. Uma estratégia relacional é fundamental;
c) criar comunidades de empreendedores: a eficácia no empreendedorismo na criação de riquezas passa pelo agrupamento de empreendedores em comunidades de empreendedores;
d) Alinhamento ecológico: para um empreendedorismo eficaz é fundamental que os empreendedores estejam em harmonia nos seus valores e métodos, com a natureza humana e com a própria natureza. É fundamental procurar um alinhamento que diríamos ecológico;
e) três competências centrais são requeridas: os empreendedores que querem empreender continuamente devem desenvolver competências individuais e coletivas em três vetores: na capacidade de compreender a complexidade, a interdependência e a mudança: na facilidade em gerar reflexão e conversão estratégica e no cultivo de aspirações pessoais e compartilhadas;
f) colaboração cruzada: os empreendedores que consigam “cruzar” os sinais emitidos pelo mercado ganham uma inegável vantagem. Uma vez mais o segredo está na estratégia de relacionamento.
g) o processo de empreender é uma atitude ideológica e não um “slogan” para usar em brochuras de imagem institucional ou uma vez por ano em reuniões de balanço, como é mais educado dizer-se”.
h) o que é decisivo é manter um fluxo constante de idéias empreendedoras entrando e saindo da organização, é ilusório “armazenar” idéias, como se fosse estoque de mercadoria;
i) é preciso modificar na hora o comportamento e o próprio desenho dos processos empreendedores em função das lições da realidade, a autocrítica não é autoflagelação, mas uma ferramenta de competitividade; e
j) é fundamental identificar os bloqueios pessoais e coletivos ao empreenderismo e ter coragem de os remover com uma estratégia limpa determinada e transparente.
É certo que os empreendedores, embora não sendo os únicos, são os inovadores mais bem-sucedidos e raras vezes planejam como fazer. Simplesmente inovam. Tornam obsoletas tecnologias e modelos de negócios. O empreendedorismo envolve a criação de valores, o ato de iniciar ou desenvolver um empreendimento, que vise lucro ou não, o processo de fornecer um produto ou serviço, e a intenção de gerar riquezas, através de uma organização ou via iniciativa individual.
Podemos destacar as características comuns que encontramos nos grandes empreendedores que são: a) ter uma visão clara do negócio e permitir-se sonhar com ela; assumir um papel de protagonista; ter uma atitude de continuo aprendizagem; b) desenvolver a auto-estima para obter maior firmeza nas decisões; enamorar-se de seu projeto com um compromisso incondicional; c) aprender a trabalhar em equipe; e d) assumir riscos para alcançar a independência e, sobretudo, divertir-se no processo dos próprios acertos e erros.
O desejo de ser empreendedor é o ponto de partida para desencadear o processo de mudança no comportamento do indivíduo que acredite que o empreendedorismo seja uma opção de vida. Esse desejo é conseqüência de estímulos pessoais, sociais e culturais.
As principais barreiras encontradas no percurso do candidato a empreendedor são:
a) onde encontrar a oportunidade de negócio; b) carência de conhecimento da área de negócio escolhida; c) falta de formação empreendedora e gerencial; d) dificuldades de obter financiamento; e e) inexperiência em lidar com a componente risco.
Consultar -
O Fenômeno do Empreendedorismo Criando Riquezas
Empreendedorismo, Inovação, Incubação de Empresas e a Lei de Inovação

Um comentário:

  1. Caro professor, como faço para adquirir o seu livro: O Empreendedorismo, Inovação e Incubação de Empresas; Lei de Inovação. Recife. Bagaço.

    Não estou conseguindo acessar o site da editora.

    Grande abraço

    Aderson
    adersongb@globo.com

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