sábado, 7 de fevereiro de 2015

A LEI DE INOVAÇÃO E O EMPREENDEDORISMO


A Lei de Inovação e o Empreendedorismo
O acelerado processo de globalização e reestruturação produtiva se sustentam em um vertiginoso ritmo de desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico. Tal processo tem gerado um campo de forte competitividade, no qual se disputa a posse da informação, do conhecimento e do desenvolvimento da inovação Nesse contexto, ganha importância a Lei de Inovação Tecnológica  recentemente aprovada pelo Congresso Nacional pelo, que será submetida a sanção do presidente Luis Inácio da Silva, será um divisor de águas no desenvolvimento tecnológico do Brasil.
A Lei de inovação estabelece medidas de incentivo à pesquisa e à inovação e cria mecanismo de gestão para as instituições de científicas e tecnológicas e sua relação com as empresas, principalmente as de base tecnológica.
Para incrementar o desenvolvimento tecnológico no Brasil, uma das propostas da Lei de Inovação é a de que um pesquisador, que seja o criador de uma invenção protegida tenha direito à participação nos ganhos econômicos advindos de seu licenciamento ou exploração. Isso estimularia a inovação, uma vez que promove um retorno financeiro aos professores e pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da tecnologia. A possibilidade de afastamento dos pesquisadores para constituir empresas voltadas à inovação é outro ponto forte da lei. Serve como um forte estímulo ao aparecimento de empresas de base tecnológica, capazes de levar para o mercado os resultados das pesquisas realizadas nas universidades e institutos de pesquisa. Hoje a participação desses pesquisadores na gerência ou administração de empresa privada é proibida, o que inibe a atividade empreendedora desses profissionais.
Dessa forma, a inovação tecnológica poderia significar o ponto de convergência das potencialidades científicas com as necessidades econômicas e sociais,onde o empreendedor entra em cena com um papel fundamental,contribuindo para atender as demandas dos grandes problemas enfrentados pela sociedade. Nesse contexto, a empreendedor desempenha papel importante. Trata-se, pois, de um desafio a ser enfrentado pelos países em desenvolvimento, visto que a acentuada participação no esforço inovativo se concentra, basicamente, nas empresas multinacionais.
O estágio de desenvolvimento econômico de um país ou região pode ser avaliado, também, em função das suas atividades na área da inovação e criação de empresas. Países onde as atividades econômicas mais inovadoras são baseadas, predominamente na iniciativa privada, as empresas de base tecnológica, criadas via incubadoras, atuam como uma verdadeira alavanca que impulsiona a transformação de conhecimentos em riquezas e acumulação de capital físico e intelectual.
“Inovação não é um termo técnico. É termo econômico e social. Seu critério não se baseia na ciência ou na tecnologia, mas nas mudanças no ambiente econômico e social e no comportamento das pessoas como consumidoras ou produtores, como cidadãos, estudantes ou professores ou como seja lá o quê.”
O empreendedor, deve assumir o seu papel como agente produtivo e impulsionador do crescimento da capacidade produtiva do país, sendo responsável pelo desenvolvimento econômico e pela iniciativa de gerar os empregos necessários à sociedade. Com o advento das novas tecnologias e práticas produtivas concorrenciais colocou-se o desafio do Brasil continuar a se desenvolver de forma sustentável através do investimento na inovação, na educação e capacitação da sua força de trabalho.
Espera -se é que o conjunto de regras proposto pela Lei de Inovação facilite e dê maior agilidade ao desenvolvimento de projetos tecnológicos de interesse do setor produtivo e do mercado em geral. bem como mais facilidade e liberdade para criação de empresas de base tecnológica..
A revolução tecnológica da última metade do século XX gerou grandes mudanças econômicas e industriais, no mundo inteiro. O que talvez seja um pouco menos óbvio para nós as mudanças tecnológicas subjacentes e as correspondentes nas estruturas econômicas de produção e concorrência.
Os ciclos das inovações são cada vez mais acelerados. A quantidade de conhecimentos científicos, acumulado na última década, ultrapassa tudo o que se descobriu na história humana precedente. A cada 18 meses, dobram-se a potência e a capacidade do computador. A cada 12, duplicam-se o tamanho e alcance da Internet. O número de seqüências de DNA analisadas também dobra a cada dois anos. Os títulos dos veículos de comunicação social quase diariamente anunciam avanços nos setores de informática, telecomunicações, exploração especial, entre outros.
A Lei de Inovação na esteira desta revolução, onde indústrias e estilos de vida estão sendo descartados, só para dar lugar a outros tantos, inteiramente novos. Mas estas rápidas e assombrosas mudanças não apenas quantitativas. Elas representam as contrações do nascimento de uma nova era.
Durante a maior partes da história humana só tiveram condições de observar, como circunstantes, a bela dança da natureza. Hoje, ao contrário, vivemos o ápice de uma transição, passando de espectadores passivos da natureza para cativos coreógrafos.
A Lei de Inovação impulsionará o espírito empreendedor e o progresso na informática, tecnologias da informação e telecomunicações após a segunda metade do século XX, reuniu o mundo de forma mais transparente, porém não menos complexa. Se o final do século XX pode ser reconhecido como a era dos computadores, com absoluta segurança, o século XXI será da biotecnologia.
No final do século XX, vimos a tecnologia e seus efeitos atuarem como se não existissem fronteiras nacionais. A transferência de novas tecnologias para lugares distantes e a interligação das empresas, principalmente as de base tecnológica, no mundo inteiro criaram um novo ambiente competitivo.
O mundo, graças as inovações, até certo ponto e em todos os níveis, está sendo reinventado.
O investimento permanente nos recursos humanos pode representar a diferença entre acompanhar a mudança, ou ficar “paralisado” perante a competitividade dos mercados. Em economias abertas e competitivas, são os empreendedores que investem continuamente nas pessoas e no desenvolvimento de novos produtos / serviços e tecnologias que melhor enfrentam o choque das mudanças.
A Lei de Inovação está totalmente associada a transformação das conquistas científicas e tecnológicas em bem estar e riquezas para a sociedade. O homem conseguiu integrar povos e nações e fomentar o comércio internacional, graças às telecomunicações, multiplicou a velocidade do trabalho e até o eliminou, graças ao computador, e agora caminha rapidamente para a manipulação dos genes, da forma a obter substâncias que lhe possam ser úteis.
Os grandes fenômenos da segunda metade do século XX são quase todos conseqüência da inovação tecnológica. As mudanças que, desde meados da década de oitenta do século XX, têm vindo a afetar as economias, a nível mundial, assim como a crescente globalização dos mercados provocou um aumento da concorrência entre as empresas, em todas as áreas de intervenção.
Os empreendedores sabem que há novos desafios a vencer, a todo instante. Terão de estar atentos em usar a inovação para transformar idéias em oportunidades. Estamos numa verdadeira corrida de obstáculos.
O empreendedor precisa ter uma clara visão de seu sucesso e tomar uma direção para chegar lá. Ele tem que saber que trem pegará. É o desafio de transformar idéias em negócios. É vencer o desafio de passar de pesquisador a empreendedor.
Para atingir esse objetivo, o empreendedor deverá seguir um modelo estratégico para o sucesso – tem de descobrir algo que diferencie o seu negócio dos outros, procurando, dentre outras coisas:
a)      formular uma visão baseada na realidade;
b)      definir os valores centrais e a filosofia de sua empresa;
c)      criar uma declaração da missão da empresa que seja precisa, concisa e inspiradora; e
d)     avaliar um conceito unificado para criar seus clientes.
São necessários impostos mais baixos e leis trabalhistas mais flexíveis para criar um ambiente onde os empreendedores floresçam e o desemprego diminua. O Brasil e outros países estão a acordar para a importância que as micro e pequenas empresas de base tecnológica são a chave para o crescimento e a prosperidade das suas economias.

Sem medo de empreender, produzir, inovar e ser feliz. Assim são os empreendedores.

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